ASSUSTEI!
- Mama,não quero ir com esse short no Street. Tá muito curto!
- Filha, você vai dançar! É roupa de dança.
- Mas eu li que quem usa roupa curta, merece ser estuprada!
E esse diálogo foi mais um sinal de que minha filha, hoje com 13 anos, está crescendo num mundo cada vez mais estranho, mais cruel! A preocupação de como estamos criando essas meninas que estão na transição da infância para a adolescência, me tira o sono. Digo meninas, não querendo que se tornem mini-feministas, mas porque sou mãe de menina e é com ela que aprendo a lidar diariamente.
Uma centena de perguntas fica martelando na minha cabeça de mãe:
Essas meninas sabem os verdadeiros valores da vida?
Sabem quando alguém está simplesmente elogiando ou assediando?
Será que têm noção do que significam as cenas que vêm na televisão, mesmo que em programas com a classificação etária permitida?
Vejo inúmeros blogs de mães de bebês. Troca de experiências sobre amamentação, fraldas, cólicas, coisas que há 13 anos não eram tão discutidas na web, mesmo porque a web tinha praticamente começado a surgir e eu precisei me virar com a sabedoria dos mais velhos e do "Livro do Bebê". Minha única filha está se tornando adolescente e o desafio da educação e transmissão de valores é diário.
A FASE ATUAL É SEMPRE A MAIS LEGAL
Como cada fase tem seus encantos, acredito que a fase que vivemos no momento é sempre a que mais nos interessa. Hoje, em 2017, são os 13 anos da minha menina que me interessam! Quero que este seja um canal de troca de experiências, de ideias e quem sabe de alerta, pois o que acontece na minha casa, no meu círculo de convivência, pode servir para que não aconteça com vocês! Ou vice versa! E caso aconteça exatamente como acontece aqui, para que digam: Nossa, que legal! Vou fazer igual! :)
"QUEM CONHECE UMA CRIANÇA DE 13 ANOS QUE TEM UM CELULAR PÕE O DEDO AQUI!"
Com o fácil acesso à internet pelo celular que fica com minha menina o tempo todo para a nossa comunicação, sei que as informações chegam, às vezes mesmo sem que sejam procuradas. Nossa orientação aqui em casa é a seguinte: SEMPRE que surgir alguma dúvida, os que devem ser consultados somos eu e o pai, pois ninguém a ama mais do que nós.
Voltando à pergunta ali de cima, o diálogo que iniciamos em casa, evoluímos no carro, a caminho da aula de Street Dance. Eu disse que podemos vestir o que bem entendermos, e que na idade dela, o crivo deve ser dado por mim ou pelo pai, pois somos nós que moramos com ela, a amamos e sabemos o que é melhor pra ela. Disse também que cada ocasião tem sua roupa adequada e que pra dançar, a roupa pode ser curta sim, colada ao corpo sim e que se alguém olhar de maneira estranha, a professora deve ser avisada.
Falamos também sobre os meninos! Que os meninos são pré-adolescentes assim como ela e que são gente boa sim! Que a amizade com os garotos flui de maneira legal e que não foram eles que tiveram essa ideia idiota de que quem usa roupa curta merece ser estuprada ou assediada. Que os garotos que a rodeiam (até a paixãozinha do momento), merecem respeito assim como ela e que somente os garotos que quiserem ter uma conversa longe de todo mundo é que precisam ter o nome em pauta com a mamãe e o papai.
ACORDO FECHADO!
Ficou combinado o seguinte: tudo o que alguém disser que precisa ser escondido não presta! Aos 13 anos, escondido só usar o banheiro e tomar banho. O restante pode ser feito na frente de todo mundo. Se não puder, está errado!
Boa semana a todos que agora serão nossos amigos de blog (quem diria que com quase 40 anos me tornaria uma blogueira?)
Que nossas crianças, ops, PRÉ-ADOLESCENTES, encontrem a segurança que necessitam e a alegria que merecem!
Kkkkkkk que piada se achando psicanalista
ResponderExcluir